País
Adolescente que confessou assassínio da mãe presente ao Tribunal de Família e Menores
Com quatro anos de idade, a irmã do adolescente que admitiu o homicídio perpetrado em Algés foi já institucionalizada.
O menor de 15 anos que confessou ter assassinado a mãe na quarta-feira já foi entregue à Polícia Judiciária e será presente esta sexta-feira ao Tribunal de Família e Menores para conhecer as medidas cautelares.
Em comunicado divulgado esta sexta-feira, a Polícia Judiciária avança que "o contexto que levou a ocorrência do crime estará relacionado com eventuais maus tratos físicos e psicológicos mantidos pela vítima em relação aos dois filhos".O adolescente foi detido na quinta-feira em Algés, concelho de Oeiras, por suspeita de matar a mãe com um golpe mata-leão, uma manobra utilizada nas artes marciais e que consiste no estrangulamento realizado pelas costas do adversário.
Fonte da PSP confirmou à Lusa que, por volta das 17h35, o jovem disse às autoridade "ter discutido" com a mãe um dia antes, na Avenida Ivens, em Algés e que "durante a noite efetuou um mata-leão provocando-lhe a morte".
Vários meios policiais e de socorro foram até ao local e confirmaram que a vítima, de 33 anos, já não apresentava sinais de vida desde quarta-feira.
Vários meios policiais e de socorro foram até ao local e confirmaram que a vítima, de 33 anos, já não apresentava sinais de vida desde quarta-feira.
"A vítima, cidadã estrangeira com 33 anos, progenitora do agressor foi alvo de interação física agressiva e fatal mantida pelo próprio filho no interior da residência da família, vindo a falecer no local da ocorrência", lê-se no comunicado da PJ.
Jornal da Tarde | 14 de agosto de 2026
"Para além do agressor e da vítima estava ainda na residência uma menina quatro anos, filha da vítima e irmã do agressor", acrescenta.
As autoridades estão a investigar o motivo do crime, mas algumas publicações avançam que o suspeito terá confessado que viu a mãe maltratar a irmã, tendo confrontado-a o que rapidamente escalou para uma discussão violenta.
O agressor, "inimputável criminalmente em função da idade, foi identificado e por impossibilidade manifesta da sua confiança a um familiar direto, pernoitou em centro educativo situado na área metropolitana de Lisboa e será presente no dia de hoje às autoridades judiciárias junto do Tribunal de Família e Menores de Cascais, para eventual aplicação de medida tutelar educativa", afirma a PJ.